Monitoramento

Nos últimos anos, o país evolui muito pouco numa área fundamental para a saúde. Entre 2003 e 2009, houve avanço de 2,9% no atendimento de água tratada, 12,1% na coleta e 7,8% no tratamento de esgoto. “Apesar de serem números relevantes, são muito baixos para um período de sete anos”, afirma Édison Carlos, presidente do Instituto Trata Brasil.

No conjunto geral, os satélites rapideye do município de Santos, em São Paulo, é a cidade com os melhores índices de saneamento, com 96% da população atendida pela rede de esgoto. Porto Velho, em Roraima, o cenário é o mais desesperador: só 2% do esgoto é coletado.

Na tabela abaixo, você confere os índices de saneamento nas 12 cidades-sede da Copa 2014.

Os óxidos de nitrogênio são um dos gases mais nocivos à saúde humana e ao ambiente, causando de irritação nos olhos à destruição da camada de ozônio, passando pela chuva ácida. Emitidos, por exemplo, por motores de automóveis, a presença desses óxidos em megacidades alcançou níveis preocupantes mas os inventários delas ainda são imprecisos.

Avança Brasil

O Brasil avança a passos lentos quando o assunto é saneamento básico, gargalo que se torna mais gritante com a aproximação da Copa 2014. Os números falam por si: menos de 40% do esgoto é tratado e coletado em Manaus, Recife, Cuiabá e Natal, quatro cidades-sede do mundial.

O cenário preocupante é de um estudo do Instituto Trata Brasil, que avaliou os serviços de saneamento prestados nas 81 maiores cidades brasileiras, com mais de 300 mil habitantes, feito com base em dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) de 2009.

Entre as cidades-sede da Copa 2014, Manaus é a que registra os piores índices. Apenas 12% da população da capital do Amazonas tem sistema de coleta de esgoto. Em Cuiabá e Recife, quase dois terços da população não contam com o serviço – ambas as cidades coletam apenas 39% do esgoto. Outro destaque negativo, Natal tem só 32% de seus domicílios conectados à rede de dejetos. Os registros rapideye mostram que até 2014 haverá projetos para o desenvolvimento dessas cidades.

Sistema para plugin

A informação geoespacial faz previsões de todos os 7 grupos participantes apresentaram alguma utilidade. A previsão mais precisa foi a apresentada pela equipe da Universidade da Califórnia em Davis, que acertou 17 das 22 áreas efetivamente atingidas e apontou o maior risco em 8 delas.

Os cientistas esperam agora que o trabalho inicie uma discussão mais ampla entre os geólogos que permita a construção, primeiro, de parâmetros para julgar quando uma previsão é melhor do que a outra e, segundo, de índices de probabilidade de terremotos que possam finalmente ser anunciados à população.

O Google Maps disponibiliza, a partir de agora, a visualização de rotas em 3D. Para que o serviço trabalhe dessa maneira, o sistema usa um plugin do Google Earth. Cientistas do mundo todo competiram entre si para estar entre os primeiros a explorar com a nova ferramenta astronômica alguns dos mais escuros, mais frios, mais longínquos e mais escondidos segredos do cosmos.

Previsão de modelos

As áreas mais afetadas foram as porções florestais da Colômbia, do Equador, do Acre e do oeste do Amazonas. Por um lado, os autores dizem que parte disso pode ser recuperada lentamente a partir da chegada de chuvas, assim como ocorreu com a seca de 2005, a maior até então.
Por outro lado, segundo a informação geoespacial as previsões dos modelos, esse aumento de secas severas, em parte fruto do desmatamento e das mudanças climáticas, pode sair do controle e levar a Amazônia ao colapso.

Se medir as variações do tempo é difícil, com ventos, nuvens, temperatura e tudo o mais facilmente mensurável, muito mais difícil é prever o que vai acontecer nas camadas internas da Terra, onde o homem não tem acesso.

Mas os geólogos não têm descansado, e agora estão colhendo os primeiros resultados. Observando uma área de alto risco, as previsões de que um terremoto irá acontecer em um determinado período já são 10 vezes mais precisas do que uma previsão aleatória.

desmatamento residual

Em vigor desde 2006, a moratória será prorrogada até janeiro de 2013, apesar de a área desmatada captada pelas imagens de satelite para o cultivo da soja ter quase dobrado neste ano em relação ao ano passado.

Conforme a Folha antecipou em 23 de junho, o desmatamento para soja na Amazônia cresceu 86% neste ano em relação a 2010, segundo dados de monitoramento por satélite feito pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e pela Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais). A área desmatada com soja subiu de 6.295 hectares em 2009-2010 para 11.698 hectares em 2010-2011.

Izabella afirmou que o desmatamento é “residual” e que a situação já está “controlada”. E voltou a culpar pelo pico na devastação a discussão sobre a reforma no Código Florestal na Câmara, no primeiro semestre, que criou no setor produtivo uma expectativa de anistia a desmates ilegais.

Imagens tridimencionais

As imagens de satelite detalhadas de montanhas, vales, lagos, rios e mares foram feitas com o instrumento japonês Aster (Advanced Spaceborne Thermal Emission and Reflection Radiometer), a bordo do satélite Terra, da Nasa. A câmera do Aster registra imagens que vão do espectro visível até o infravermelho.

O efeito tridimensional é criado através da sobreposição de imagens levemente diferentes em duas dimensões. O projeto já mapeou 99% da massa terrestre, de 83 graus de latitude norte a 83 graus de latitude sul, usando informações como temperatura da superfície, reflectância e elevação.

A petrolífera Chevron Corp. está alistando o sol para ajudá-la a extrair de um antigo campo petrolífero restos de petróleo grossos como lama.

Historicamente, petrolíferas têm usado gás natural para obter a energia necessária para criar vapor que amoleça sedimentos de petróleo para extração, mas em Coalinga, no Estado da Califórnia, uma área explorada desde 1887 e onde os sedimentos de óleo bruto estão praticamente sólidos em temperatura ambiente, a energia utilizada vem agora de uma vasta área de painéis solares.

obstáculos e tecnologias

Outra questão tem a ver com o desafio tecnológico de separar o mineral que contém as terras-raras dos minerais restantes. Por especificidades da lavra no país, os elementos estratégicos aparecem em partículas muito pequenas, o que encarece o processo industrial de remoção e concentração. Outro obstáculo é a questão ambiental. Na produção de terras-raras, se produz também elementos radioativos, que exigem armazenamento especial.

— O Brasil tem potencial e tecnologia erdas . A questão é saber se teremos empreendedores dispostos a correr os riscos desse negócio — disse o diretor de Inovação do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Fernando Landgraf.