Políticas de desenvolvimento

O Comitê Assessor Externo é constituído com a finalidade de assessorar no processo de monitoramento do ambiente externo, particularmente, quanto ao acompanhamento e análise de tendências no cenário de Ciência, Tecnologia e Inovação. Para Criscuolo, a reunião foi importante por proporcionar que os membros do comitê se conhecessem e trocassem impressões entre si, repassando aos gestores da Unidade sugestões e contribuições sobre informação geoespacial. A próxima reunião está prevista para acontecer no final do primeiro semestre de 2012.

Na empresa de monitoramento por imagens de satelite, os membros do comitê foram recepcionados pelo chefe-geral, Mateus Batistella, pelo chefe-adjunto de Pesquisa & Desenvolvimento, Édson Bolfe, e pelo supervisor do Núcleo de Desenvolvimento Institucional (NDI), Cláudio Bragantini. Nesta primeira reunião, não puderam participar os representantes do Ministério de Ciência e Tecnologia e da Embrapa Solos. Os membros do CAE têm mandatos de três anos, podendo ser reconduzidos por período equivalente, uma única vez.

“Espera-se desenvolver instrumentos adequados de modelagem e de análise de informação geográficas e econômica que permitam a configuração de cenários futuros e a mitigação das emissões de gases de efeito estufa”, ressalta Tôsto. Componente da rede que estuda a dinâmica da emissão de gases de efeito estufa e dos estoques de carbono em florestas naturais e plantadas (GEE Florestas), o projeto aprovado pela Embrapa Monitoramento por Satélite vai classificar digitalmente e estimar o estoque de carbono de áreas de florestas nos biomas brasileiros, por meio de sensoriamento remoto.

O líder do projeto, Édson Bolfe, explica que serão gerados protocolos de mapeamento por sensoriamento remoto de carbono com custo inferior aos protocolos tradicionais e com possibilidade de extrapolar características locais para regiões geograficamente mais abrangentes. “Essa iniciativa deve ter ainda impactos na governança com a geração de uma base de dados sobre os gases de efeito estufa e estoque de carbono de forma espacialmente explícita, subsidiando tomadas de decisões governamentais e políticas públicas de desenvolvimento sustentável”, completa.

Distribuição de monitoramento

A empresa de monitoramento por mapas satelite está disponibilizando, desde o começo da semana, em seu site , os mosaicos de imagens de satelite dos quatro estados do Sudeste brasileiro, dando seqüência ao trabalho iniciado em 2000, com os estados da Amazônia e, em 2001, com todo o Nordeste. A Embrapa tem o registro de cerca de 800 mil downloads (cópias eletrônicas) dos mosaicos da Amazônia e Nordeste, antes acessíveis apenas a poucos pesquisadores ou autoridades.

Os downloads são identificados e obedecem à seguinte distribuição: 20% feitos por organizações não-governamentais (ONGS) nacionais e internacionais, como WWF, Greenpeace, Conservation International e The Nature Conservancy; 20% por professores e estudantes do ensino fundamental e médio; 30 a 40% por órgãos de governo, municipais, estaduais ou federais, incluindo secretarias de planejamento, meio ambiente e agricultura, IBGE, Ibama, Sivam e Exército;

Os restantes 20 a 30% são de pesquisadores de universidades, de outras unidades da empresa e instituições de pesquisa, ficando um pequeno percentual para fazendeiros e proprietários rurais. A elaboração dos mosaicos não é uma simples colagem de imagens de satelite, mas demanda um paciente trabalho de georreferenciamento e acerto de registros, tanto mais difícil quanto mais acidentado é o relevo da área em questão.

Muitas vezes as imagens dos mapas satelite correspondem a dias diferentes, tomadas em condições diversas de luz e sombra, e as emendas precisam ser trabalhadas em softwares especiais, para serem homogeneizadas, sem perda de qualidade. As experiências acumuladas demonstram que a percepção das dificuldades prepara-nos para enfrentar situações atípicas decorrentes do orçamento setorial. Acima de tudo, é fundamental ressaltar que a necessidade de renovação processual das tecnologias por satélite que oferecem uma interessante oportunidade para verificação das direções preferenciais no sentido do progresso.

Atraso

A próxima versão da mapas satelite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (RB12) será lançada em novembro do próximo ano, segundo informou recentemente Gilberto Câmara, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A previsão de Câmara foi feita nesta quarta-feira, dia 13, durante a reunião de cúpula do Comitê de Satélites de Observação da Terra (Ceos, na sigla em inglês), no Rio de Janeiro, que vai até quinta-feira, dia 14. O Inpe ocupa atualmente a presidência do Ceos.

Em 12 de maio deste ano, o Inpe anunciou o fim de operações do RB12, com o qual perdeu contato desde março segundo a informação geográficas. Os atrasos no cronograma de lançamento do RB12 estariam relacionados com o embargo à venda de componentes eletrônicos de aplicação espacial, imposto à China pelos Estados Unidos.

XV Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto (SBSR) será em Curitiba, de 30 de abril a 5 de maio de 2011. O evento é promovido pelo Inpe e pela Sociedade de Especialistas Latino-americanos em Sensoriamento Remoto (Selper). Inscrições de trabalhos vão até 10 de novembro. É possível submeter trabalhos em duas categorias: Artigos ou Artigos de Iniciação Científica, para apresentação em sessão técnica oral ou interativa de painéis.

Conselheiros da Organização das Nações Unidas (ONU), reunidos em Addis Abeba, capital da Etiópia, concordaram nesta terça-feira (12) que seria possível, ainda que difícil, aos países juntar US$ 100 bilhões por ano a partir de 2020 para ajudar nações pobres a combater o aquecimento global. O primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg, coordenou a reunião com especialistas em clima e informação geoespacial. Também esteve presente o chefe de governo etíope, Meles Zenawi.

 

Artigo geo

A revista Nature publicou, em sua edição mais recente (19/01), artigo sobre mudanças nos ciclos de energia e água na bacia amazônica que apontam para uma possível transição na função da floresta de reservatório de carbono para uma fonte de emissão, em função das alterações climáticas globais e monitoramento via mapas satelite do desmatamento da floresta.

O trabalho é uma compilação de informações geradas por imagens de satelite no âmbito do Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera da Amazônia (LBA), uma das maiores experiências científicas do mundo na área ambiental (mais de 200 instituições nacionais e internacionais participantes), ao longo de mais de dez anos de estudos. Segundo o artigo, o LBA identificou sinais de que a floresta amazônica está passando, em suas porções sul e leste, por um processo de transição para um regime de distúrbios biofísicos.

Entre os autores do artigo está o cientista americano Michael Keller. Pesquisador do Serviço Florestal Americano, ele atua na sccon de monitoramento por mapas satelite (Campinas/SP) desde 2011, como visitante. Keller foi durante dez anos o coordenador, por parte da Nasa, do Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA), que também contou com a participação da Embrapa Monitoramento por Satélite.

Embora o balanço de carbono de toda a bacia permaneça incerto e da informação retirada  das imagens de satelite começam a surgir indicativos para uma mudança de direção de um possível reservatório para uma possível fonte de emissão de carbono. O estudo indica ainda que a floresta amazônica tem uma alta capacidade de resiliência, isto é, de superar uma situação crítica e retornar ao seu estado natural, porém há limites.

Vínculo do Ministério da Agricultura

Para quem está aqui pela primeira vez, Embrapa é o nome da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, que está vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Sua missão é viabilizar soluções de pesquisa, desenvolvimento e inovação para a sustentabilidade da agricultura.

No Brasil, é a Embrapa dá suporte ao produtor rural para fortalecer a sua tecnologia agrícola. Com ela, por exemplo, o agricultor pôde dar passo enorme na produção de soja, trigo, milho, arroz e feijão. Nos últimos 20 anos, a produção de grãos no Brasil cresceu 127%!

Não são apenas as colheitadeiras e semeadeiras que estão entre as tecnologias agrícolas. Estufas, plásticos, irrigação, substratos, pesticidas, tratores, máquinas, colheitadeiras, e muitas outras também fazem parte da tecnologia agrícola dos dias de hoje. Todas essa ferramentas tem um objetivo em comum: proporcionar a produção eficiente e rentável no campo. Ou seja: tecnologia agrícola, para nós, é todo um conjunto de técnicas aplicadas para o crescimento e colheita dos produtos de origem animal e vegetal.

A agricultura de hoje é muito diferente da do passado. Por exemplo, existem os temores políticos sobre a segurança alimentar e da possibilidade de auto-suficiência de alguns países. Também há as oportunidades de investimentos alternativos e voláteis no campo, e também novas maneiras de trabalhar e ser empregado. Mas, na origem de tudo isso, há uma mudança principal: a tecnologia agrícola moderna. Ela substituiu o modo da agricultura de subsistência e mudou nossa maneira de vermos o solo e trabalharmos nele. Graças a isso, talvez, a tecnologia agrícola tenha ajudado a dar início a todos os fatores que citei antes.

Mapeamento e amostragem de solo

A agricultura de precisão está crescendo nos mais diversos tipos de culturas. Muitos empresários dos ramos agrícolas estão buscando implementar seus processos no dia a dia. Mas os esforços não se resumem a mapear áreas e saber o que plantar em cada uma.

Alguns dos processos da agricultura de precisão são, além desse mapeamento, planejar a amostragem do solo, coletar amostras, análises de amostragem e produtividade, sensoriamento remoto e uso de sensores especiais, aplicação de insumos sólidos e líquidos, e muito mais. Haja trabalho! Mas no final, sempre vale muito a pena.

Trabalhar com agricultura de precisão é vantajoso, embora não seja simples. Envolve mais do que esforços e trabalhadores: tecnologia da informação e uma boa logística de processos faz parte do assunto.

Alguns dos passos que todo agricultor moderno precisa conhecer sobre agricultura de precisão são o mapeamento das áreas, o planejamento, coleta e análise de amostragens de solo, a análise dos dados de produtividade e o sensoriamento remoto, a aplicação de insumos e detalhamento de alinhamentos, o planejamento e implementação de projetos, entre outros. É a agricultura cada vez mais detalhada e sofisticada.

Mapa básico e geográfico

Oito anos separam a última versão do Mapa Básico do Ceará, lançada em 1994, da edição atualizada, cuja distribuição está prevista para abril deste ano. A novidade da versão 2002, segundo o Instituto de Pesquisa e Informação geográficas do Ceará (Iplance), é a utilização de imagem de satélite como fundo, trazendo até uma simulação do que vai ser a lâmina de água do açude Castanhão. A imagem do satélite americano Landsat veio substituir as curvas de níveis (linhas que definem a altitude das diversas áreas).

O Mapa Básico de estação de referência do Ceará será impresso a partir de uma parceria, firmada quarta-feira (20/2), entre Iplance e a Companhia Energética do Ceará (Coelce). Serão impressas, a princípio, 2.200 cópias do mapas satélite, com dados atualizados contendo infra-estruturas com estação de referência de estradas e rodovias, hidrografia, limites políticos dos municípios e sedes de distritos. A parceria com a Coelce adicionará ao material também toda a rede elétrica do Estado.

Esses informação geoespacial  podem auxiliar estudos de planejamento da própria Coelce para expansão da rede. A Coelce irá investir R$ 9.600,00 na impressão dos 2.200 mapas geográficos, sendo que o Mapa Básico já existe sob formato digital. Nesta versão, a informação é tratada e os dados trazem mais informações. A principal vantagem da imagem de satélite rapideye , na versão impressa do mapa, é a possibilidade de visualização da vegetação. Na versão digital, o técnico que usa a imagem no computador pode destacar pelas cores as nuances do território.

Gostaria de enfatizar que o acompanhamento das preferências de consumo pode nos levar a considerar a reestruturação das condições erdas financeiras e administrativas exigidas. As experiências acumuladas demonstram que o julgamento imparcial das eventualidades nos obriga à análise do retorno esperado a longo prazo. Por outro lado, o surgimento do comércio virtual estimula a padronização do sistema de participação geral. A nível organizacional, a expansão dos mercados mundiais é uma das consequências dos relacionamentos verticais entre as hierarquias.