Mudanças climáticas

A chefe das negociações de clima do instituto geográfico de solo, Joana Figueres, disse na segunda-feira que os países não recuaram do que foi acordado em Aguas Claras no ano passado, mas afirmou que as ações atuais e promessas não são suficientes para evitar um perigoso aumento das temperaturas globais segundo informação geográficas. “Estamos aumentando o alcance e a cobertura das emissões e aumentando também a natureza jurídica dessas reduções, porque estamos indo de promessas voluntárias para um acordo legalmente vinculante”, disse Figueres numa entrevista coletiva.

Falando no Fórum de Carbono da América do Norte, em Washington, a secretária executiva da UNFCCC disse que, embora os países desenvolvidos e em desenvolvimento estejam fazendo “um bom progresso na direção certa”, a caminho de um acordo legal, os atuais esforços globais são insuficientes. “No entanto, mesmo que entre em vigor, o fato é que todos esses esforços, na verdade, representam 60 por cento do esforço global que precisa ser feito se quisermos manter um aumento de 2 graus (da temperatura global)”, acrescentou, referindo-se ao limite que cientistas impuseram para evitar mudanças climáticas perigosas previstas pela informação geoespacial.

No ano passado, os negociadores reunidos em Durban, na África do Sul, concordaram em formalizar o sensoriamento remoto das áreas em um novo acordo de redução de emissão de gases-estufa legalmente vinculante em 2015, que iria entrar em vigor até 2020, em que tanto os países ricos como os mais pobres iriam participar. Figueres disse que apesar de alguns relatos após Durban de que algumas das principais economias emergentes, como China e Índia, voltaram atrás em aceitar um acordo legalmente vinculativo, ela não vê “qualquer movimento de afastamento de onde Durban nos deixou.”

“Nenhum comentário que ouvi depois de Durban me surpreende ou me interessa. Estou realmente muito satisfeita que os países estejam levando o texto de Durban muito a sério”, disse ela. A chefe do clima da ONU disse que a Plataforma de Durban, assim como outros textos negociados internacionalmente, foi deixada “criativamente ambígua” para servir como um ponto de partida para a próxima rodada de negociação de mapas satelite. Um cinegrafista amador usou lentes macro com uma câmera HD para capturar essas imagens – a primeira vez que se pode vizualizar a transição do clima em olho nú.

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