Explosões solares

A visão de raio-X de três telescópios espaciais ajudaram a compreender o comportamento de uma jovem estrela semelhante ao Sol. Girando em alta velocidade e cuspindo plasma fervente, a Ori V1647 reside a 1,3 mil anos-luz, na nebulosa de McNeil. Os telescópios XMM-Newton, da ESA, o Chandra, da Nasa, e o Suzaku, do Japão, colheram a informação geoespacial que lançaram nova luz em uma das mais fundamentais questões da astronomia – como nascem as estrelas como o nosso Sol?

Esse tipo de estrela se forma a partir de nuvens de gás e poeira, que entram em colapso sob a gravidade e desenvolvem uma protoestrela densa em seu centro, rodeada por um disco em órbita de gás e poeira. A protoestrela continua crescendo como material no disco, que vai se dirigindo ao centro e cai sobre a estrela recém-nascida em milhares de km por segundo. Porém, em vez de cair na protoestrela, uma pequena fração do material é ejetada na forma de jatos em alta velocidade que emanam dos polos norte e sul da estrela. Esses jatos são altamente variáveis, apontando para a existência de atividade energética nas regiões interiores segundo as informação geográficas.

Durante as explosões, a estrela mostra um crescimento mais rápido de massa, o que significa um aumento na emissão de raios-X e na temperatura, que chega a 50 milhões de ºC. “Nós achamos que a atividade magnética em torno ou na própria superfície estelar cria o plasma super-quente”, diz Kenji Hamaguchi, principal autor do trabalho publicado no Astrophysical Journal. Esse comportamento pode ser sustentado pela constância de giros, quebras e reconexões de campos magnéticos que ligam ao sensoriamento remoto, mas que rodam em velocidades diferentes. “A atividade magnética na superfície solar pode ser causada pela agregação de material”, completa o pesquisador.

Além disso, descobriu-se que outra variação na emissão de raios-X se repete regularmente, com um período de cerca de um dia. Para uma estrela do tamanho da Ori, isso significa que ela esta girando tão rápido quanto é possível sem se partir em pedaços. Ao mesmo tempo, a matéria cai sobre a estrela formando pontos quentes em lado opostos da superfície. O ritmo das emissões de raio-X desde 2004 sugerem que, apesar do comportamento caótico, a configuração de sensoriamento remoto em larga escala do sistema estrela-disco se manteve estável.

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