Aumento final na produção

Em 2009, passamos a utilizar Monitores e Sensores de Colheita, para assim determinarmos as produtividades reais dos talhões com o objetivo claro de identificarmos a grande variabilidade que é observada principalmente durante a colheita onde os operadores notam perfeitamente as diferenças de produção.
Na fazenda são utilizadas 4 colheitadeiras para cultivar uma área de 3200 hectares. Apenas uma delas foi equipada com o Monitor de Produtividade, e assim pode colher separadamente alguns talhões, totalizando aproximadamente 1/3 da área total plantada com milho safrinha.
No fim de toda colheita pode-se notar a eficiência do método de correção diferenciada das áreas. Houve um incremento de 15 % na produção do milho safrinha em relação a expectativa do produtor. Algumas áreas da propriedade ainda possuem uma baixa produtividade, e possuem ainda um grande potencial para serem realizadas correções de sua fertilidade e assim contribuírem para o aumento final da produção.
O talhão Paulo, é uma área que possui uma grande variabilidade e menor produção, alternando 20% para cima e para baixo em relação a média de massa seca. Essa grande diferença pode ser ocasionada por diversos fatores além da fertilidade do solo, como textura e tipo de solo, disponibilidade de água para as plantas, variedade plantada, plantas daninhas, doenças e pragas. Por isso é fundamental o histórico da área e seu acompanhamento durante o desenvolvimento da cultura, para que todos esses fatores sejam analisados e assim descartados como possibilidade de minimização da safra.
Analisando os dados da colheita de 2009 e de fertilidade de 2008, nota-se uma grande correlação entre as regiões de baixa produtividade com os mapas de Potássio e de Magnésio, locais onde suas proporções na CTC também são mais baixas, indicando assim um potencial de utilização desses nutrientes.
Anos consecutivos de utilização de calcários com alta relação Ca/MG, e baixos teores de MgO, mostram sérios problemas de disponibilidade de Mg nos solos e deficiências nas lavouras, sendo necessário sempre estar atendo as garantias mínimas dos corretivos utilizados, pois hoje são classificados calcários dolomíticos com pouco mais de 5% de MgO.
Para realmente confirmarmos essas correlações, foram feitas amostragens de solo dirigidas, dividindo-se o talhão em zonas de baixas, médias e alta produtividade. Esse método é muito eficiente com a utilização de no mínimo 3 safras de colheita monitorada, através da normalização dessas. Mas resultados significativos tem se mostrados, já com a utilização imediata desses dados. Para a geração dessas zonas, foram corrigidas todas as informações de produção de massa para uma única umidade padrão.

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