Porcentagem de Plantações

 

No início dos anos 90, o Ministério da Agricultura (MAPA) tinha em mãos um relatório feito pela Universidade de Brasília e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, sob o título “Eventos Generalizados e Seguridade com Tecnologia Agrícola”, divulgado em 1993, por meio da Secretaria Executiva CER/PROAGRO, sobre os eventos climáticos sinistrantes de maior incidência em todas as regiões do País.
O relatório funcionou como ponto de partida para a efetiva determinação das multiplicidades de riscos incidentes na agricultura, demonstrando a decisão do Ministério de atacar frontalmente o problema das altas taxas de sinistralidade com tecnologia agrícola, um dos fatores impeditivos e limitantes ao desenvolvimento da securidade agrícola nacional.
No Estado de São Paulo, por exemplo, onde a tecnologia agrícola sempre foi bem desenvolvida, foram observadas as seguintes taxas de lavouras sinistradas na safra 92/93: arroz, 30%; feijão, 21%; milho, 16%; soja, 16% e algodão, 22%.
No Estado da Bahia, onde as condições climáticas são mais diversificadas, as taxas de sinistralidade na safra 92/93 foram bem mais elevadas: arroz, 34%; feijão, 34%; milho, 37%; soja, 29% e algodão, 22%.
Na Região Nordeste, como um todo, a situação se agravou, chegando a níveis inacreditáveis, tais como: algodão herbáceo, 81%; arroz, 46%; feijão, 41%; mamona, 87%; milho, 70% e soja irrigada, 32%.
Em 1990, a Embrapa Cerrados, localizada em Planaltina, DF, promoveu uma “feira de informática aplicada à agricultura”, na qual foram apresentados vinte programas de computador com diversos objetivos, desde o controle sanitário de rebanho até a caracterização das chuvas nos cerrados.
Este último, especialmente, chamou a atenção das autoridades do Ministério da Agricultura, pois além de quantificar a chuva de maneira pontual, aplicava avançadas técnicas de modelagem agrometeorológica e de geoprocessamento para espacializar a chuva com precisão, além de estimar o risco climático provocado por deficiência hídrica para a cultura do arroz, em várias datas de plantio e em solos e ciclos diferentes.
A partir daí, nascia uma parceria entre a Embrapa e o MAPA, cujo resultado final foi a implantação, por parte do Ministério, do Projeto de Redução de Riscos Climáticos na Agricultura, a partir de outubro de 1995, o qual se constituiu no primeiro passo para a concretização do Zoneamento Agrícola no Brasil.
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