Construção de satélites

construção de satélites para coleta e distribuição de dados foi tema de exposição da pesquisadora Sandra Torrusio, da Comissão Nacional de Atividades Espaciais (Conae), da Argentina. A palestrante demonstrou o projeto SAC-D/Aquarius que compõe o Plano Espacial Nacional da Argentina, desenvolvido pela Conae.
As aplicações abrangem o monitoramento de áreas úmidas, inundações, qualidade da água e pragas agrícolas. O Plano também possui um programa educativo chamado 2 Mp (Programa “2 Millones de Pibes”), que visa disseminar o uso de imagens de satélites na escolas para auxiliar o processo de aprendizado em variadas disciplinas.
A criação do Centro Geoespacial para a Biodiversidade da Bolívia foi abordada pelo professor Humberto L. Perotto-Baldivieso, da Universidade Cranfield (Reino Unido). Ele falou sobre a necessidade de organizar informações geoespaciais sobre a biodiversidade boliviana para desenvolver programas de conservação mais eficazes.
“Em 2003, não havia nenhuma publicação na internet sobre dados geoespaciais do país. Hoje, são mais de 67 bases de dados; nosso site recebe mais de 3 mil visitas por mês e, o mais importante, é gratuito”, afirmou Perotto-Baldivieso. O objetivo do centro é disponibilizar aos tomadores de decisões, pesquisadores e público em geral ferramentas que apoiem a preservação ambiental.
O superintendente de Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul, Felipe Augusto Dias, apresentou o programa Biota-MS e as metas de desenvolvimento territorial do Estado. Dentre as prioridades, o projeto Bioeconomia, caracterizado como um novo paradigma de desenvolvimento para o Mato Grosso do Sul. “Entendemos que o programa vai aumentar a capacitação de recursos para um desenvolvimento aliado com medidas empreendedoras e sociais”, destacou Dias.
O 4º GeoPantanal foi organizado pela Embrapa Informática Agropecuária, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), pela Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Rede agrícola

Em debate sobre as políticas de tecnologia agrícola do Brasil dentro do Mercosul, realizado na quarta, dia 5, na Câmara dos Deputados, o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), Sérgio Silva do Amaral, afirmou que o produtor de trigo precisa de proteção contra a “concorrência desleal da Argentina”. Segundo ele, a farinha de trigo do país vizinho entra no Brasil com preço abaixo do preço de mercado.

Com isso, o crescimento da exportação da farinha de trigo da Argentina para o Brasil cresceu 332% – afirmou. Ao concordar com Amaral, o presidente da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), João Paulo Koslovski, ressaltou que o Brasil tem potencial para produzir mais trigocom ajuda de tecnologia agrícola , mas falta política pública para o setor.

Os debatedores participaram da tecnologia agrícola de audiência pública promovida pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, e requerida pelos deputados Eduardo Sciarra (PSD-PR), Luis Carlos Heinze (PP-RS), Moreira Mendes (PSD-RO) e Eleuses Paiva (PSD-SP).
“O desafio maior é mostrar esses procedimentos de maneira operacional para o produtor”, avalia. Além da uva de mesa do Vale do São Francisco, diversas outras culturas também vem sendo avaliadas no país com o uso da tecnologia agrícola. Entre elas estão o milho, soja, arroz, trigo, algodão, pinus, videira, macieira, pessegueiro, pastagem e cana de açúcar. As pesquisas são desenvolvidas por diversas unidades da Embrapa, além de outras instituições que compõem a Rede Agricultura de Precisão.

Receptores com Referência

O sistema funciona 24 horas por dia, pode ser acessado via internet e ter os dados utilizados como base em programas de pós-processamento GPS. Desta forma, o usuário ganha segurança e produtividade, minimizando custos, uma vez que libera um receptor que serviria de referência para se tornar móvel e ainda dispensa a preocupação em vigiar o ponto base.
Há toda uma estrutura implantada para receber, armazenar e gerenciar estes dados. Em janeiro deste ano, o sistema SCNet atingiu a marca histórica de 1 milhão de downloads de arquivos feitos diretamente do site da empresa.
Com a liberação do sistema à comunidade de usuários tem-se um novo cenário no País. No Brasil é grande a necessidade de infra-estrutura geodésica e em alguns casos o poder público não consegue suprir a demanda. A Santiago & Cintra investiu pesado nos últimos anos para chegar à configuração que se tem hoje da Rede SCNet e continuará investindo. Abrindo a SCNet para todo mercado a S&Cdemonstra comprometimento com o País e com a sociedade. Há outras iniciativas de redes privadas, porém muito tímidas quando comparadas com o investimento efetuado pela S&C ao longo dos anos. Já chega a quase 2 milhões de reais o investimento efetuado pela empresa. Note-se que a S&C nunca cobrou um único centavo sequer pelo acesso aos dados de suas bases. A única limitação é que antes os dados estavam disponíveis apenas aos seus clientes e agora estarão acessíveis a todos. A SCNet, embora seja uma rede de receptores L1 ainda é a rede de estações de referência mais utilizada no país.
A S&C tem planos de investir em upgrade da SCNet no sentido de dotá-la de receptores GPS L1/L2. O engenheiro Eduardo Oliveira, entretanto, ressalta que isso vai acontecer com o tempo, pois é um investimento bastante alto para uma empresa privada. Diz ele: “Não pretendemos assumir o lugar de agentes públicos. Órgãos como IBGE e INCRA têm se movido no sentido de modernizar suas redes. De nosso lado entedemos as dificuldades da infra-estrutura geodésica existente no Brasil e de como isso afeta o dia-a-dia de nossos clientes. Posso garantir que tudo faremos para continuar oferecendo aos nossos clientes soluções criativas, que colaborem no sentido de minimizar custos e incrementar qualidade aos seus trabalhos, exatamente como vimos fazendo há mais de 26 anos”

Competitividade da agricultura brasileira

Ministério do Meio Ambiente contratou os serviços de obtenção das imagens de satélites necessárias à construção de um amplo cadastro que mapeará áreas rurais e servirá para o monitoramento de desmatamento com tecnologia agrícola, afirmou nesta segunda-feira a ministra Izabella Teixeira.

Os serviços contratados para o Cadastro Ambiental Rural (CAR), uma ferramenta prevista no Código Florestal, serão repassados nesta semana aos Estados brasileiros, que deverão agregar informações locais sobre produção agrícola e afins.

O novo código prevê a obrigatoriedade do cadastro para todas as propriedades rurais. A ferramenta detecnologia agrícola deve ficar pronta em dois anos.

“Regularizar a propriedade do ponto de vista ambiental é muito mais do que foi paulatinamente colocado no debate nacional… É trabalhar a produtividade, a competitividade… A base de informação séria só começará com o Cadastro Ambiental Rural”, afirmou ela em evento da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA).

Segundo a ministra, o cadastro poderá representar “segurança jurídica e transparência de informação para a competitividade da agricultura brasileira”, colaborando para evitar barreiras sanitárias.

Por outro lado, a ministra deixou claro que a criação do cadastro também servirá para punir produtores que não estiverem agindo legalmente.

“Nunca o Brasil teve essa informação… Vamos lançar auto de infração eletrônico… Agora vamos saber quem faz e quem não faz de fato; a hora é separar o joio do trigo.”

A ministra disse que já tem assegurados recursos para aquisição de imagens anualmente para os próximos cinco anos.

“O cadastro vai trazer para todos conhecimento da realidade que ninguém sabe… se me perguntarem quanto temos de recuperar de área degradada (qualquer resposta), é chute”, disse.

Desenvolvimento Sustentável

Começa hoje, em São Paulo, e vai até o dia 19, o Belmont Forum International: Call Scoping Workshop on Food security and land use change. Durante o evento, os especialistas vão abordar questões que vão dos impactos dos sistemas de produção no meio ambiente à produção sustentável de alimentos e combustíveis.

O encontro, organizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) em parceria com o Centro de Energia Nuclear na Agricultura de precisão da USP e o Belmont Forum, é aberto apenas aos pesquisadores convidados e tem como objetivo definir as prioridades de pesquisa para a segunda chamada Belmont Forum de propostas de estudo.

O Belmont Forum é uma organização criada pelas principais agências financiadoras de pesquisa sobre mudanças ambientais do mundo com agricultura de precisão. O grupo se formou em 2009 durante uma conferência realizada pela National Science Foundation, dos Estados Unidos, e o Natural Environment Research Council (Nerc), do Reino Unido, na cidade norte-americana de Belmont.

O fórum visa influenciar os rumos da colaboração internacional em estudos sobre mudanças globais por meio de chamadas conjuntas de pesquisas. Como membro do Belmont Forum, a Fapesp participa da iniciativa.

Entre os cientistas de países signatários do Belmont Forum que participarão do workshop estão Thomas Rosswall, do Research Program on Climate Change, Agriculture and Food Security, da Dinamarca; John Ingrand, do Global Environmental Change and Food Systems, do Reino Unido; e Margaret Gill e Isabelle Albouy, do The European Joint Programming Initiative on Agriculture, Food Security and Climate Change, que abordarão os impactos das mudanças climáticas na produção de alimentos e a interação entre sistemas de alimentos e meio ambiente.

Entre os participantes brasileiros estão Reynaldo Luiz Victoria, coordenador do Programa Fapesp de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG), André Nassar, do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), e Carlos Joly, professor da Unicamp e coordenador do programa Biota-Fapesp.

“Desenvolvimento sustentável é um desafio para o mundo e um tema com muitas oportunidades para o Brasil. Com três programas sobre biodiversidade, bioenergia e mudanças climáticas globais, a Fapesp está institucionalmente posicionada para participar ativamente, abrindo oportunidades para os pesquisadores no Estado de São Paulo”, diz diretor-científico da Fapesp e vice-presidente do fórum, Carlos Henrique de Brito Cruz.

Áreas e suas gerações de empregos

Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indica que a pecuária brasileira é o segmento com maior potencial para a criação de empregos verdes com uso de estações de referência.

De acordo com o trabalho Radar: Tecnologia, Produção e Comércio Exterior, mais de 85% dos postos no setor de pecuária têm a possibilidade de minimizar os impactos no meio ambiente de alguma forma, o que corresponde a cerca de 432 mil empregos, dos mais de 504 mil empregos totais no setor de estação de referência.

Pelo entendimento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), empregos verdes são os que contribuem para preservação ou recuperação do meio ambiente.

De um modo geral, o Ipea identificou que as áreas em que há maior possibilidade de geração de empregos verdes são as relacionadas à agricultura ou a algum tipo de atividade no meio rural, como lavouras permanentes, temporárias e a floricultura – todos grupos citados no estudo.

No Brasil, há cerca de 3 milhões de empregos verdes, 6,6% do total de postos formais, segundo o Departamento de Criação de Empregos e Empresas Sustentáveis da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Segundo o Ipea, a organização internacional estima que esses trabalhos cresçam mais rapidamente do que os demais no mercado brasileiro. A oferta dos postos aumentou 26,7% nos últimos cinco anos, ante 25,3% em outros setores.

Rede Agricultura de Precisão

Em debate sobre as políticas de agricultura de precisão do Brasil dentro do Mercosul, realizado na quarta, dia 5, na Câmara dos Deputados, o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), Sérgio Silva do Amaral, afirmou que o produtor de trigo precisa de proteção contra a “concorrência desleal da Argentina”. Segundo ele, a farinha de trigo do país vizinho entra no Brasil com preço abaixo do preço de mercado.

Com isso, o crescimento da exportação da farinha de trigo da Argentina para o Brasil cresceu 332% – afirmou. Ao concordar com Amaral, o presidente da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), João Paulo Koslovski, ressaltou que o Brasil tem potencial para produzir mais trigo com ajuda de tecnologia agrícola , mas falta política pública para o setor.

Os debatedores participaram da agricultura de precisão de audiência pública promovida pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, e requerida pelos deputados Eduardo Sciarra (PSD-PR), Luis Carlos Heinze (PP-RS), Moreira Mendes (PSD-RO) e Eleuses Paiva (PSD-SP).

“O desafio maior é mostrar esses procedimentos de maneira operacional para o produtor”, avalia. Além da uva de mesa do Vale do São Francisco, diversas outras culturas também vem sendo avaliadas no país com o uso da tecnologia agrícola. Entre elas estão o milho, soja, arroz, trigo, algodão, pinus, videira, macieira, pessegueiro, pastagem e cana de açúcar. As pesquisas são desenvolvidas por diversas unidades da Embrapa, além de outras instituições que compõem a Rede Agricultura de Precisão.